Série relatos - Cecília - Clinica de recuperação em São Paulo

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Série relatos – Cecília – Clinica de recuperação em São Paulo
 
 
Nosso artigo de hoje , está abrindo uma série que trará relatos de pacientes de dependência química e alcoólica , bem como o de alguns familiares que enfrentaram a batalha da recuperação. Temos
 
 por objetivo reafirmar o quê a medicina diz sobre o assunto: somente um tratamento especializado pode , de fato , reabilitar uma pessoa por completo , ou seja: psicológica ,  física e
 
socialmente.

Portanto , se você está indeciso quanto a procurar tratamento especializado para si ou para um familiar , venha conosco até o final desse texto e conheça algumas experiências.
 
Boa leitura!

Os nomes verdadeiros foram substituídos para preservar a imagem dos colaboradores dessa matéria.

Cecília , 57 anos.
 
“ Bom ,gente , minha experiência – nada agradável  –  com as drogas começou no inverno 1977.

Segunda filha  de um casal de classe média alta , meu pai era engenheiro de uma petroleira e
 
 minha mãe dona de uma boutique (quase um clube para as amigas da alta roda),

com um irmão (que tenho ainda , graças a Deus!) 5 anos mais velho que eu.

Morávamos no litoral sul de São Paulo.

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clinica de recuperação em SP
Clínica de recuperação em São Paulo


 
Época boa , em que podíamos brincar na rua , na praia e , no meu caso especifico , onde eu me sentia acolhida pelos amigos , uma vez que vida familiar era raro.

Mas , eu era uma menina de 12 para 13 anos , e meninas (pelos menos as da minha classe social ) não andavam em “turmas de praia”  como eu fazia.

Foi numa dessas turmas que conheci o skate , e me dei super bem com aquele brinquedinho que era , à época , “exclusividade” para os meninos.

Por conta disso , é óbvio , passei a ser olhada , ainda mais , sob o ponto de vista preconceituoso da “minha casta” (ironia).

O pessoal do “prédio” , recomendava às meninas e meninos que se mantivessem afastados , pois eu não passava de uma “desviada” dos bons costumes.

Foi então , que numa crise de identidade ( claro, eu não sabia denominar da forma como hoje faço) , sentada com meu skate , na praia ,  chorando , conheci uma pessoa… era um outro solitário , e skatista ,opaaa!! (vamos chamá-lo de Jorge)
 
Jorge era 7 anos mais velho que eu , um cara descolado (mas , devo dizer que nunca tentou absolutamente nada em termos sexuais) .

Nossa identificação , a principio , era o skate e a solidão que a gente sentia.


Então aconteceu… Uma tarde , horário de sempre , fui para o calçadão da praia andar de skate e , claro ,  encontrar meu amigo Jorge.

Cheguei por trás , meio que querendo fazer uma surpresa  e foi então que eu me surpreendi. Jorge estava enrolando um baseado…

Ele acendeu , não me  ofereceu …mas eu disse: quero experimentar! Experimentei , gostei , quis mais…

Como meus pais eram muito ausentes , a compensação vinha em forma de dinheiro.

Minha mesada era bem gorda.

Foi então que eu pedi para o Jorge comprar para mim , já que ele conhecia o caminho das pedras.

Na minha primeira investida , ele se negou a intermediar a coisa.

Então eu disse: tudo bem , eu me viro.

E ele sabia que eu me viraria… então , de um jeito ou de outro , tentou me preservar de chegar próxima ao tráfico.

O tempo foi passando  e chegamos no verão…

E sabe por quê fiz questão de ressaltar que chegamos ao verão?

Porque meu amigo Jorge continuava a usar camisetas de mangas longas com aquele puta sol quente… até que um dia , eu falei : vamos dar um mergulho ? Jorge respondeu ,
 
vamos… (mas não tirou a camiseta).

Eu , brincando com ele , perguntei se estava com vergonha de ser tão magrelo e levantei a manga da camiseta. O braço dele era um amontoado de hematomas
 
e “picadas”…

Uauuuu!

Se vocês pensam que eu me choquei , estão enganados.

Eu queria saber mais sobre aquela “viagem” que o Jorge fazia.

Mais uma vez ele me explicou. Mais uma vez ele se negou a me “prisar”.

Só que , a essa altura do campeonato ,  eu já conhecia alguns contatos.

E , como nem todo mundo se importava com uma “cocota” ( era essa a gíria ) louquinha  que tinha dinheiro ,
 
não foi nada difícil eu encontrar o fornecedor de cocaína , que também fez a vez de instrutor de injeção.

Meu inferno começou aí.

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Série relatos – Cecília – Clinica de recuperação em São Paulo

Foram 3 anos  mergulhada no fundo do poço.

Nessa época , as clínicas para tratar dependência química eram raridade

( alias , se ainda hoje somos vistos como pessoas com desvio de caráter , imagine naquele tempo? ) , por conta disso , passei por vários
 
hospitais psiquiátricos , convivendo com as mais diversas doenças mentais , tomando medicamentos que me transformavam em um zumbi e , quando saia … ao primeiro descuido , recaia.
 
Foi então que meu pai , em uma viagem aos Estados Unidos , ficou sabendo de uma clínica que tratava exclusivamente de dependentes químicos.

Passei um ano em tratamento nessa instituição.

Os primeiros 3 meses foram os mais difíceis por conta do idioma , principalmente nas sessões de terapia.

Porém , os terapeutas souberam como substituir as longas conversar por exercícios de
 
desenho , pintura onde eu podia me expressar.

Quando terminei o tratamento , permaneci nos Estados Unidos por mais 1 ano. (Eu e minha família preferimos assim).

Voltei ao Brasil como se estivesse vindo para conhecê-lo , uma pessoa nova habitava em mim.

Claro , quis saber do meu amigo Jorge ,

e contar para ele que nesse tratamento eu consegui descobrir o que me faltava , consegui tratar
 
 o que me levava a esconder atrás das drogas .

Não o encontrei.

O dono do quiosque (que antes vendia milho cozido num carrinho) me contou , o Jorge “viajou” e não voltou.
 
Tudo o que contei para vocês aqui , não teve o intuito de responsabilizar meus pais , o Jorge , o traficante … hoje , não mais.

O que eu quero dizer  é , que somente com tratamento voltado para a dependência pode nos resgatar dos “efeitos” para

que possamos sanar  as “causas” .

Só sabendo o que origina a brecha que as drogas suprem  , é que podemos , com sorte ,  nos reiniciar.

E por falar em sorte , sim , eu tive muita.

De todo o sofrimento , recebi todo apoio e carinho dos meus pais ,aqueles que eu sentia ausentes.

Hoje , sei que eles também eram pessoas com seus dramas e limitações.


Enfim , gente , a prevenção é o  melhor remédio para lidar com drogas porém , se não foi possível evitar , pode (e deve ) ser
 
tratada por profissionais especializados .

Não hesite em buscar ajuda , o caminho pode ficar mais fácil.

Mas ,já vou adiantando: não é. Força de vontade , apoio da família e um tratamento humanizado são imprescindíveis.


Espero , do fundo do  coração , ter ajudado vocês a tomarem uma decisão. Amor à vida é o que eu desejo a todos.
 
Um  grande abraço! “
 
 
 
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