Tratamentos de dependência química

Dependência química – Diagnósticos ( conceitos e classificação geral)

O conceito de dependência química, apesar de geralmente ser variado, ainda não encontra um padrão 100%. A dependência portanto tem sua definição dividida em 5 modelos em geral:

  1.  Modelo de doença – a dependência química como transtorno primário e independente de outras condições, uma herdada suscetibilidade bio e psico aos efeitos do álcool ou de outras substâncias psicoativas. As principais características da dependência, de acordo com esse primeiro modelo, são: perda de controle do uso de álcool e outras drogas como a maconha, crack, cocaína, álcool, lsd, bala, entre outras; a negação; o uso continuado a despeito de consequências negativas e em um padrão de recaída.
  2. Modelo de comportamento aprendido – este modelo visa a dependência química em geral como comportamentos adquiridos, se acredita que comportamentos são aprendidos ou condicionados. Logo, nele os problemas que surgem que são comportamentais, incluindo os pensamentos, sentimentos e mudanças fisiológicas poderiam ser modificados pelos processos de aprendizagem que os criaram.
  3. Modelo psicanalítico – a dependência química em geral é entendida como uma tentativa de retornar a estados prazerosos da infância constantemente devido as dificuldades de lidar com os sentimentos e emoções na maioria dos casos, essa teoria vê o uso de álcool e drogas como uma forma em que o dependente tenta se adaptar aos seus déficits, que emergiram de privação ou de interações disfuncionais na primeira infância. Essas teorias tem sido rotuladas nos dias de hoje como ”hipnose de auto medicação”. De acordo com essa ”hipnose”, algumas deficiências do dependente poderiam levar a graves problemas, bem sérios de abuso de substâncias: como os déficits na tolerância aos afetos, os prejuízos nas habilidades de auto proteção, a vulnerabilidade no desenvolvimento da auto concentração e na auto estima gerando problemas na construção dos relacionamentos e intimidade.
  4. Modelo familiar – a dependência química e os padrões familiares. Modelo que contribuiu muito para o entendimento da dependência química principalmente no que diz respeito ao conceito de equilíbrio e à importância das regras e metodologias, as metas que governam os relacionamentos familiares e como elas contribuem para a manutenção do uso de substâncias psicoativas.
  5. Dependência Química – Um problema (doença) grave, progressiva e incurável que afeta todas as áreas da vida do usuário de drogas, álcool e comportamentos destrutivos, problema biológico, social, cultural, espiritual e comportamental.

Tratamento da Dependência Química

Há um sexto modelo que concebe a dependência química sendo um fenômeno bio – psico – social. este modelo de definição da dependência química integra as contribuições de todos os 5 anteriores e uma teoria unificada da definição.

Parece existir um componente biológico herdado nos transtornos de abuso das substâncias, mas este componente não explica por si só essa complexidade do fenômenos. Os fatores psicológicos, sociológicos, culturais e espirituais desempenham um importante papel na causa da doença, curso e resultados da dependência.

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tratamento para dependentes químicos

Conceito de dependência química:

Uso esporádico, abuso de álcool e drogas, entre outros comportamentos e pensamentos repetitivos, e dependência.

 

Não existe uma única fronteira específica clara entre o uso, abuso e dependência; todavia, esses conceitos são assim distinguidos:

 

  • Uso: qualquer consumo de drogas psicoativas, seja para experimentar, esporádico ou em episódios distintos.
  • Abuso: É o uso nocivo, onde o consumo de substâncias já está associado a algum tipo de prejuízo (biológico, psicológico ou social);
  • Dependência química: consumo de controle de substâncias psicoativas associado já a tipos de prejuízos reais sejam ele (biológico, psicológico ou social);
  • Dependência séria: uso sem controle de drogas associado a problemas gravíssimos na saúde do dependente, na vida financeira, psicológica, mental, social e comportamental.

Dependência – Critérios diagnósticos

Padrão de dependência química para diagnóstico de acordo com o DSM-IV, dependência de substâncias é:

modelo de padrão adaptativo do uso de substâncias psicoativas: comprometimento ou sofrimento clinicamente significante, manifestado por três ( ou mais) dos seguintes, ocorrendo a qualquer tempo no mesmo período de 12 meses:

Abstinência, tolerância e atividades sociais deterioradas.

características como: negação, substituição, justificação, culpa, vergonha, desleixo, degradação, isolamento e perda de controle.

Física, mental e espiritual.

 

 

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