Perguntas frequentes referente ao tratamento para dependentes químicos

Quanto tempo dura o tratamento para dependentes químicos ?

Para os casos de internação voluntária, a estimativa é de que o tratamento dure 6 meses, sendo 5 meses de internação fechada em nossas unidades e apartir do quinto mês os pacientes já podem sair de ressocialização após passar por uma avaliação médica e de toda a equipe.

Todavia, esta é apenas uma estimativa de tempo, tudo depende sempre de cada caso e da avaliação dos nossos profissionais.

Importante ressaltar que o tratamento é desempenhado por profissionais especializados e extremamente competentes (terapeutas, monitores, psicólogos, médicos clínicos e psiquiatras, terapeuta ocupacional, enfermeiros, nutricionista), todos voltados para o bem estar e recuperação do paciente.

 

Como convencer alguem que usa drogas que o tratamento é possível?

A melhor forma de fazer isso é ser sincero e ter uma conversa franca sobre o uso de drogas. Uma conversa que seja objetiva, sem acusações ou julgamentos, informando que existe a possibilidade de recuperação / reabilitação, através do tratamento da dependência química – ainda que o dependente químico não consiga ver solução na sua vida.

 

Muitas vezes, tanto a família quanto o paciente perdem a esperança de reabilitação / recuperação, não conseguem enxergar perspectivas futuras. Frequentemente o desespero já tomou conta de sua vida e a família não consegue nem mais ter diálogo com aquele familiar que está no submundo das drogas.

 

Se necessário, busque ajuda de profissionais para lhe apoiar neste tipo de abordagem ou para fazer algum tipo de intervenção. A Capital Remoções dispõe de especialistas que podem lhe orientar a respeito deste tipo de procedimento de internação.

 

 

O tratamento involuntário funciona? Como saberei se é o caso do meu

familiar?

 

Acredita-se que o sucesso no tratamento de dependência química baseia-se na aceitação do adicto em procurar a ajuda necessária. Mas nem sempre isto acontece com os adictos ou os alcoólatras. A própria família, em muitos casos, reluta em admitir que seu ente querido tornou-se um dependente químico.

 

 

É quando os familiares percebem que o único caminho a seguir é o encaminhamento para um processo especializado de recuperação – e é aí que começa uma nova luta: quando o adicto ou alcoólatra se recusa a receber ajuda necessária para o tratamento.

 

 

Hoje em dia existe a possibilidade da internação involuntária e ela somente pode ser realizada mediante alguns aspectos. O primeiro é a comprovação de que a dependência está de fato afetando suas condições psíquicas de uma tomada de decisão pelo dependente químico. Ele já não consegue mais escolher parar de usar as drogas ou o álcool, não consegue imaginar sua vida sem as drogas ou o álcool, o dependente perdeu a capacidade de decisão e de pedir ajuda.

 

Não quer realmente parar de utilizar drogas e é possível até que diga que “quer morrer no uso de drogas”. O segundo é que somente um membro consanguíneo do dependente pode solicitar a internação involuntária (por exemplo: a mãe, pai, irmãos) – uma companheira, namorada ou esposa já não poderia solicitar este tipo de internação, segundo o que está determinado pela lei no Brasil.

 

 

A internação involuntária deve ser feita por uma equipe especializada e começa no delicado trabalho de remoção do paciente. É recomendável que a família esteja ciente e em concordância com as práticas da clínica de reabilitação para dependentes químicos, em especial no que tange à segurança e integridade física e mental do paciente. Na ocorrência da remoção do paciente para a clínica, o trabalho em algumas situações precisa ser realizado com a presença de um psiquiatra e uma equipe bem treinada para realizar o procedimento de internação e remoção com total discrição de modo a preservar a integridade física e moral do paciente dependente.

 

 

O tratamento involuntário pode levar mais tempo do que a internação voluntária. Isso porque será necessário um tempo de trabalho de conscientização de que é preciso interromper o uso de drogas e iniciar uma reeducação física e mental para a libertação do vício das drogas e do álcool. Um tratamento só tem efeito sobre um paciente quando há aderência nele. E, certamente, adesão é muito diferente de um simples desejo de parar de usar drogas.

 

O simples desejo de parar do paciente e se tratar ou não, não tem o poder de interferir na efetividade do tratamento existente para qualquer enfermidade. Portanto, mesmo os pacientes involuntários acabam, após um certo tempo, aderindo ao tratamento de reabilitação e reconhecendo que “foi a melhor coisa que poderia ter acontecido e feito em sua vida”, pois sem este tipo de intervenção não teriam tido condições de se tratar da dependência de drogas e do álcool.

 

 

A orientação da família também se faz necessário, seja qual for o tipo de tratamento.

 

 

Como é o processo de abstinência ou desintoxicação inicial?

O paciente vai sofrer muito?

A primeira etapa para o tratamento da dependência química é a de abstinência total de qualquer tipo de droga.  Os primeiros dias sem a droga são muito difíceis, pois o corpo e a mente dos dependentes químicos demandam a substância e podem ocorrer sintomas da síndrome de abstinência bem desagradáveis, dependendo de cada caso.

 

 

Há pacientes que passam bem tranquilos pela fase inicial de desintoxicação, por outro lado existem pacientes que sofrem muito com alguns dos sintomas mais desagradáveis e necessitam de intervenção médica. Tudo depende da situação geral clínica e mental do paciente.

 

 

A família não deve acreditar que a crise de abstinência que o dependente poderá ter é insuportável, pois não é – ela passa rapidamente. Os sintomas de crise de abstinência real e física têm curta duração: em média dentro de 4 a 15 dias o corpo já se esqueceu e já eliminou qualquer vestígio de droga.

 

 

Qualquer sintoma de abstinência depois do 10° dia de abstinência total são de natureza psicológica ou sintoma de algum distúrbio físico ou mental desenvolvido durante o uso das drogas e não foi percebido durante a ativa.

 

 

Na primeira semana de abstinência o médico psiquiatra poderá avaliar a necessidade de entrar com alguma medicação adequada para o caso para que os sintomas mais desagradáveis de abstinência sejam minimizados. A medicação apenas evita que um quadro grave não se desenvolva e retira os sintomas mais desconfortáveis da abstinência.

 

 

Entretanto, o paciente deverá entender que as medicações são somente um “suporte” para os primeiros tempos, e não o tratamento em si (o processo de desintoxicação é apenas a 1°,primeira etapa para o tratamento) e tampouco deve esperar que o remédio possa resolver os seus problemas que a doença da dependência o trouxe.
Outro ponto importante, é que desde o primeiro dia de tratamento, o paciente deve estar consciente de que precisará de tratamento não-medicamentoso pelo resto de sua vida, se desejar a recuperação. Já durante a internação o paciente será introduzido nos 12 passos/ grupos de mútua-ajuda (como os AA – Alcoólicos Anônimos e os NA- Narcóticos Anônimos).

 

Após a internação ele deverá continuar frequentando os grupos na rua- não importa como o paciente deseja fazer seu tratamento, a terapia em grupo é fundamental para se manter sóbrio.

 

 

Vencido o período mais difícil de abstinência inicial, durante o tratamento o dependente químico provavelmente já estará sem medicação (a não ser que algum quadro psiquiátrico se desenvolva que necessite de medicação não indutora de dependência) e deverá remontar aos poucos sua vida sem as drogas – o que reaprenderá a fazer durante o processo do tratamento e nas sessões de psicoterapia.
Os familiares ou pessoas que convivem em intimidade com dependente químico também necessitarão de uma orientação e um tratamento específico para que não induzam o familiar à recaída e para que também aprendam a lidar com a sua co-dependência.

 

 

 

De que é composta a equipe médica que atenderá os pacientes?

Nossas equipes são formadas, essencialmente, por profissionais da área da saúde: como psicólogos, psiquiatras, clínico geral, enfermeiras, além de monitores e terapeutas 24 horas nas unidades com grande experiência no tratamento da dependência química, terapeuta ocupacional, dentista e nutricionista.

 

Você sabe como vencer o rico da recaída?

O dependente químico que passa por um tratamento sério e bem estruturado em uma clínica de reabilitação, passa por várias abordagens terapêuticas obtendo várias experiências durante o tratamento – o que o leva a um desenvolvimento psicológico para vencer as drogas, ocorrendo uma mudança sistemática de comportamento e conhecimento sobre a doença que possui.

É muito comum vermos pessoas que passam por tratamento da dependência química (e que muitas vezes ficam muitos anos limpos) voltarem ao consumo de drogas – você sabe por que isto acontece?

Primeiramente, as recaídas devem ser vistas também como parte do processo da dependência química, desta forma, não há necessidade de desesperança nem dos que são dependentes químicos ou mesmo dos familiares do dependente.

As recaídas são a prática do confronto entre a realidade da vida com a realidade da dependência particular de cada um dos dependentes. O resultado está certamente no que quer o dependente para sua vida já de posse de todo conhecimento e estrutura psicológica existente em seu consciente. Muitas vezes as recaídas ocorrem pela falta de observação dos sinais de risco que são explicados no programa de prevenção de recaída, o famoso P.P.R, geralmente por comportamentos inadequados, pelo tratamento inadequado ou incompleto, pelo não envolvimento da família no tratamento, enfim existem diversos motivos podem levar ao processo de recaída e um dos principais é o de não dar continuidade na rua após o processo de internação dos dependentes.

Durante o processo de tratamento nas clínicas de reabilitação conveniadas a Capital Remoções, o  paciente receberá o Plano de Prevenção a Recaída que o ajudará a identificar as situações de alto risco e as estratégias de manejo mais avançadas que estão disponíveis.

 

O paciente aprende a identificar sinais de alerta precoces das situações potenciais de recaída e desenvolve as habilidades e necessárias de enfrentamento da recaída, a fim de conseguir modificar suas crenças , expectativas e valores acerca de seu comportamento aditivo e de seus defeitos de caráter.

 

O que fazer se o paciente quiser desistir do tratamento no meio, uma vez já

estando internado?

Quando o dependente desiste do tratamento de recuperação, as principais dificuldades serão: postura da família, aceitação da decisão tomada, interrupção do processo de auto-conhecimento, mais uma vez começar algo e não terminar, ter que enfrentar situações de risco sem estar adequadamente preparado, despreparo da família em recebê-lo, etc. A família não deverá apoiar esta decisão jamais e deverá buscar orientação dos profissionais envolvidos no tratamento do paciente.

Muitas famílias, penalizadas com o dependente, tomam a atitude de interromper o tratamento no meio, acreditando, já nos primeiros sintomas de recuperação, que o usuário está totalmente livre das drogas. Porém, tenha em mente que a dependência química é uma doença grave, progressiva e incurável, porque a recaída é sempre um risco eminente na vida do dependente.

Quando uma família possui um dependente químico, precisa entender que ela toda está doente, sim isso mesmo, e ela toda precisa de um acompanhamento profissional ou de grupos de apoios como o de amor exigente ou Naranom por exemplo. Por isto é importante que a família tenha aderência a terapia familiar para que saiba tomar a atitude correta em situações como esta, para não comprometer a recuperação do seu familiar através do apoio de uma atitude incorreta por parte do dependente químico ou do próprio familiar (namorada, tia, irmão etc…

 

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