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  • A DEPENDÊNCIA QUÍMICA E RECAÍDAS

    A DEPENDÊNCIA QUÍMICA E RECAÍDAS

    A DEPENDÊNCIA QUÍMICA E RECAÍDAS

    A recaída é um fenômeno comum à dependência química ou vício em substâncias psi coactivas
    licitas, incluindo o álcool e a nicotina, e as ilícitas , como cocaína , maconha, inalantes ,crack ,
    ecstasy , cogumelos , lds e outras.

    Confira também:

    13 OPÇÕES DE CLÍNICAS DE REABILITAÇÃO SP DROGAS

    O mesmo fenômeno ocorre com os comportamentos, sendo
    eles o jogo , o sexo, distúrbio alimentar, code pendência, compras (muito frequente com pessoas
    que frequentam para compra shoppings e outros locais como livrarias ,lojas de roupas , e demais
    que sugerem impulsos de compra no indivíduo – furto. Muitos adictos ficam vulneráveis e expostos
    à recaída, em relação a determinadas atitudes, sentimentos e comportamentos, em recuperação,
    mesmo antes de iniciarem os consumos e comportamentos adctivos ou experimentarem a fixação
    ou preocupação exagerada em consumir ou beber.

    Perdem a capacidade em se auto-avaliar e

    monitorizar (pensamentos e sentimentos) agem (comportamento) no desejo irresistível (craving) e
    reiniciam o consumo drogas lícitas, incluindo o álcool, ilícitas ou comportamentos (jogo, sexo,
    distúrbio alimentar, compras). Tal fenômeno é denominado compulsão.

    A estes comportamentos

    que despoletam e antecipam a recaída podemos designar de atitudes e comportamentos
    disfuncionais que boicotam a recuperação , bem como a síndrome da abstinência.
    Conheço adictos/as, que recaíram, quando colocados perante a questão. Se as coisas estavam a
    correr bem, durante a a recuperação/abstinência, porque é que é optas-te por recair.

    Resposta

    Não sei… não sei porque fui consumir drogas e álcool, Isso evidencia que a ligação do uso com
    multi fatores externos é muito estreita, mas existem formas de se lidar com isso. A procura de
    uma clínica especializada em tratamento da dependência química ou adicção é um caminho
    excelente para se entender tal processo.

    Isso ocorre em seções terapêuticas que evidenciam os
    gatilhos de recaída. Como parte no trabalho de recuperação é um fator de suma importância para
    que se evitem recaídas e expliquem o funcionamento do cérebro em relações às atividades
    citadas.

    Para que o leitor possa conseguir discernir sobre determinados conceitos em relação à adicção
    vamos designar.

    1. adicção às substâncias psi coactivas licitas, incluindo o álcool e as ilícitas (drogas)

    2. Adicção comportamentos (jogo, sexo, distúrbio alimentar, code pendência/relacionamento de
    dependência, compras – furto). Existem adictos que são simultaneamente adictos a substâncias e
    a alguns comportamentos. Por ex. substâncias psi coactivas e distúrbio alimentar ou jogo e
    substâncias psi coactivas.

    Faz parte também uso – relacionamento como exemplo.

    Todas as drogas que alteram o humor têm a capacidade de modificar a forma como pensamos,
    sentimos e agimos e como consequências podem causar danos graves no cérebro, danos
    psicológicos, danos físicos e nos relacionamentos com as outras pessoas.Desde o metabolismo
    pessoal até as estruturas sociais, onde includimos a família vemos a expressão disso.

    A adicção conduz a pessoa a consumir substâncias psi coactivas lícitas/ilícitas e/ou
    comportamentos a fim de obter gratificação imediata (bem estar e alivio), todavia há um custo
    elevado; o sofrimento, a obsessão e a compulsão a médio e longo prazo, como consequência, é
    inevitável a perda de controle do dependente químico ou viciado.

    “Uma vez adicto as consequências negativas das decisões são imprevisíveis, isto
    significa que se perde a capacidade de gerir os comportamentos e atitudes de uma
    forma funcional e construtiva. Danos imediatos assumidos por um dependente químico
    ativo Consumir substâncias psi coactivas lícitas/ilícitas e/ou agir nos comportamentos

    adictivos para aliviar o sofrimento/desconforto causado pelo consumo de drogas e/ou
    agir nos comportamentos impulsivo/compulsivo e continuado conduz ao ciclo adictivo,
    em espiral ou efeito do círculo vicioso” cita um especialista no assunto

    Na adicção, o sofrimento físico e psicológico associado à interrupção do consumo de substâncias
    lícitas e ou ilícitas designa-se de Síndrome da Abstinência, também conhecida como ressaca entre
    os dependentes de bebidas alcoólicas.

    Gostaria de acrescentar que já observei adictos a
    comportamentos (jogo e sexo) com os mesmos sintomas psicológicos, do Síndrome da
    abstinência, que os adictos a substâncias psi coactivas, esse fator demonstra que o processo de
    adicção pode ser um outro , desconhecido .fora o do uso de substâncias tóxicas.

    Progressão da doença da adicção:

    Mostraremos as diversas fases da doença

    Fase Inicial

    Aumento da tolerância e da dependência.O desejo de consumir é substituído pela necessidade
    irresistível em consumir mais. O processo é semelhante aos indivíduos adictos aos
    comportamentos. Algo que começa como uma atividade inócua e natural associada ao lazer é
    substituída pela necessidade de recorrer, com mais frequência, ao comportamento adictivo, ou
    seja depender em períodos mais curtos à necessidade do uso.

    Fase Intermédia

    Perda progressiva do controle – ilusão (comportamentos e atitudes). Interromper o consumo de
    substâncias/comportamento gera desconforto/sofrimento e consequências sociais negativas
    (mentiras, negação, medos indefinidos, isolamento, desonestidade).A i aparece de forma
    definitiva a síndrome da abstinência.

    A droga/álcool é usada para aliviar o desconforto/sofrimento
    da interrupção. Reinicia o processo (ciclo adictivo) seja nas substâncias e ou nos comportamentos,
    ou de modo mais comum nos 2 associados.

    Fase Cronica

    Deterioração (danos) da saúde bio-psico-social. O dia-a-dia fica mais centrado no consumo
    problemático/dependência das substâncias psi coactivas, como consequência o adicto perde o
    controle sobre o comportamento. As atividades e/ou pessoas que interferem com o consumo
    problemático/dependência são negligenciadas ou abandonadas ,ai colocamos o trabalho, estudos
    e relações externas do dependente químico. O dia-a-dia reduz-se à fixação e à necessidade de
    consumir.

    O estilo de vida é centrada na obtenção e consumo da substância psi coactiva ,em ter
    sempre à disposição uma quantidade necessário de uso por um período, – isolamento,
    agressividade, vergonha, negação, culpa, ressentimento, sofrimento e angustia.

    O processo é

    Semelhante nos indivíduos adictos aos comportamentos, a sua vida gira em torno da sua adicção,
    é a questão principal pela qual dedicam todos as suas competências e recursos. As atividades e ou
    pessoas que interferem com a adicção são negligenciadas e ou abandonadas.

    Iniciam aí os

    grandes problemas sociais em relação à família e patrões , bem como aos estudos, gerando
    abandono e má atuação escolar.

    ENTENDENDO A NEGAÇÃO

    Negar é um sintoma e faz parte da doença, apesar de não ser um sintoma exclusivo da adicção. Na
    Fase Inicial o individuo nega visto não existir qualquer tipo de problemas (factos concretos)
    físicos, psicológicos e ou outros.É A FAMOSA FASE DO “EU USO QUANDO E QUANTO EU QUERO ,
    NÃO SOU DEPENDENTE,PARO QUANDO QUISER”.

    Na Fase Intermédia porque os problemas não

    estão associados ao consumo problemático/comportamentos adictivos e, por ultimo, na Fase
    Crónica porque o pensamento encontra-se débil, enfraquecido assim como a capacidade de
    julgamento/discernimento/avaliação está distorcida.

    A negação é um mecanismo de defesa que
    afasta a motivação para recuperar (mudança) devido ao pensamento ilusório (controlo) distorcido
    e à lógica adictiva que se desenvolve e reforça que a realidade é uma vida com sofrimento,
    complicada e sem soluções e é quando se manifesta de fato o ciclo adjectivo ou ciclo da adicção, ou
    ciclo da dependência química.

    Ciclo da adicção:

    Consumir substâncias e agir nos comportamentos – Gratificação e recompensa (prazer intenso
    imediato).

    A característica dessa fase leva à segunda que é a Síndrome da Abstinência – Sofrimento
    físico e psicológico a médio e a longo prazo ,onde a ausência do uso promove uma reação violenta
    tanto física quanto emocional do adicto, o que o leva a um outro estágio, dos Pensamentos
    adictivos.

    (Obsessão e compulsão e negação).Essa é uma necessidade do uso imediato e aos
    excessos no uso, fatores de alto risco para o dependente. Em virtude destes fatores teremos o
    aumento da tolerância. O individuo necessita de aumentar as doses das substâncias psi coactivas e
    a frequência (comportamentos) para obter o efeito desejado.

    Quanto maior o risco (perigo)

    associado ao comportamento adictivo maior a sensação de recompensa e gratificação.Fica claro
    aqui que a síndrome da abstinência gera cada vez mais impulsos para o suso compulsivo e abusivo
    das substâncias que causam a dependência química.Esses aspectos geram uma nova fase, a da
    perda de controle (uso continuo apesar das consequências negativas). Cronificação da doença pelo
    adicto de modo a necessitar tratamento em clínica especializada em tratamento de dependência
    química e alcoolismo.Entre as agressões sofridas pelo organismo temos os bio-psico-sociais
    (físicos, psicológicos e sociais ).

    SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA EXPLICADA

    A síndrome da abstinência desenvolve-se em duas fases. A primeira chama-se abstinência aguda
    ou imediata e que dura 10 dias.

    Durante muito tempo acreditou-se que o síndrome de abstinência
    desaparecia ao fim de alguns dias contudo, estudos recentes revelam que os sintomas da
    abstinência manifestam-se a longo prazo, mesmo durante a Recuperação, podendo mesmo
    manifestar-se durante meses, ou em alguns casos anos após a ultima ingestão de substâncias
    psi coactivas.

    O tratamento dela é baseado nessa linha de raciocínio Este conjunto de sintomas que
    se manifestam mais tarde chama-se abstinência a longo prazo (A.L.P.).Esta gera vários sintomas , o
    que iremos explicar neste tópico:1-Incapacidade de raciocinar com clareza.Pensamentos
    desorganizados direcionam os atos do paciente,o que vai levar a um segundo estágio, ou seja 2-
    Incapacidade de concentração por mais do que alguns minutos.

    Enfraquecimento da capacidade

    de raciocino abstrato (pela abstração forma-se o conceito retendo o essencial).O fato se deve à
    intensa desorganização mental e conflitos de pensamento , o que traz como consequências
    sérios 3-Problemas de memória. Os problemas de memória a curto prazo são muitos. Ouve uma
    coisa, compreende-a mas passados alguns minutos e já se esqueceu.

    Dentre outras se destacam também 4-Reações emocionais exageradas (impulsivas) ou
    entorpecimento emocional. Quando uma coisa acontece e é necessário duas unidades de reação,
    o adicto/a em recuperação reage com dez. É com se utilizasse a tecla de multiplicar, a
    exacerbação dos impulsos não é questionada naquele momento. Num momento tem uma reação

    impulsiva, mais tarde constatar que afinal era uma questão sem grande importância , o que no
    processo da abstinência não há como se considerar~.Como mais um fator importante nos
    deparamos com 5-Perturbações do sono e insônias.

    No inicio da recuperação as perturbações do

    sono mais comuns são sonhos estranhos e perturbadores. Estes sonhos podem interferir na
    qualidade do sono recompensador e afetar as horas de sono necessárias. Trocas de horários e de
    tempo de sono são fatores frequentes.Essas alterações ajudam em uma outra etapa 6-Problemas
    com a coordenação física. Tonturas, vertigens, alterações de equilibro e problemas de
    coordenação e reflexos.

    Essa sintomatologia faz parte das mudanças estruturais psico-físicas do
    dependente químico , principalmente nas mudanças do metabolismo diante da ausência da droga
    agregada ao ciclo de cada um. Como decorrência direta disso temos 7-Sensibilidade exagerada ao
    stress. Incapacidade em discernir entre as situações de pouco e muito stress.

    O adicto podem não

    reconhecer baixos níveis de stress e por isso reagir de uma forma exagerada. Pode considerar o
    stress elevado quando antes lidava bem com essas mesmas situações, podendo reagir de uma
    forma despropositada e exagerada e depois surpreender-se pela forma como reage. Todos os
    outros sintomas acima referidos são agravados nos períodos de grande stress. Um sintoma pode
    agrava os outros. Aí vemos a interseção stress com outros fatores, e quando esse cresce aumenta a
    manifestação dos demais explanados até aqui.

    Diante destes fatos e situações vamos perceber que a doença se cornifica à cada dia, sendo
    necessários cuidados por parte do dependente químico e da família do mesmo. Para isso existem
    as clínicas especializadas no tratamento da dependência química , as clínicas femininas de
    tratamento de dependência química , e as comunidades terapêuticas especializadas na
    dependência química.

    Quanto mais cedo elas são procuradas para tratamento , maiores as
    chances de uma recuperação mais eficaz, pois cada uma tem seus métodos , usados por
    psiquiatras, psicólogos e terapeutas que adequam o tratamento de cada paciente de acordo com
    suas necessidades, onde a família tem importância no encaminhamento e convencimento do
    paciente a se tratar.

  • PPR Plano de Prevenção De Recaida

    PPR Plano de Prevenção De Recaida

    Material utilizado nas clínicas de Reabilitação / Recuperação no Brasil.

    Estamos disponibilizando gratuitamente para todos.

    PREVENÇÃO DE RECAÍDA

    Alessandro Alves

    “Noventa por cento do sucesso se baseia
    simplesmente em insistir”.
    Woody Allen

    A recaída tem sido descrita tanto como um resultado –
    a visão dicotômica de que a pessoa está doente ou
    bem – e um processo – abrangendo qualquer
    transgressão na mudança de comportamento.

    As origens do termo recaída derivam de um modelo
    médico, indicando o retorno a um estado de doença
    após um período de remissão, mas esta definição tem
    sido diluída e aplicada a vários comportamentos.

    Na atualidade, os conhecimentos teóricos e clínicos
    desenvolvidos pelo Dr. Alan Marlatt, junto com seus
    colaboradores, no Centro de Pesquisa de
    Comportamentos Adictivos na Universidade de
    Washington têm acrescentado muito para aqueles
    profissionais que se propõem a militar nessa área.
    Muito do que vamos estudar é oriundo de suas
    publicações ou de revisões sobre as mesmas.

    O principal objetivo da PREVENÇÃO DE RECAÍDA (PR)
    é tratar o problema da recaída e gerar técnicas para
    prevenir ou manejar sua ocorrência.

    Baseada em uma estrutura cognitivo comportamental, a PR busca
    identificar situações de alto risco, em que um indivíduo é vulnerável à recaída, e usar estratégias de
    enfrentamento cognitivas e comportamentais para
    prevenir futuras recaídas em situações similares. A PR
    pode ser descrita como uma estratégia de prevenção
    com dois objetivos específicos:

    1. Prevenir um lapso inicial e manter a abstinência.
    2. Proporcionar o manejo do lapso quando de sua
    ocorrência, a fim de prevenir uma recaída.

    O objetivo fundamental é proporcionar habilidades
    de prevenção de uma recaída completa,
    independentemente da situação ou dos fatores de
    risco iminentes.

    MAS O QUE É LAPSO?

    O lapso é um breve momento de retorno ao
    comportamento anterior. É altamente provável quando
    os indivíduos tentam mudar o comportamento
    problema.

    Um resultado possível, seguindo o revés
    inicial, é o retorno ao padrão de comportamento
    disfuncional anterior, aí então temos a recaída.

    Outro resultado possível é o indivíduo “voltar” à direção da
    mudança positiva. Independentemente de como se
    define a recaída, uma interpretação geral das
    pesquisas de psicoterapia de vários transtornos de
    comportamento revela que a “recaída” pode ser o
    denominador comum no tratamento de problemas
    psicológicos.

    Ou seja, a maioria dos indivíduos que faz
    uma tentativa de mudar o próprio comportamento em
    um determinado objetivo (por exemplo, perder peso,
    reduzir a hipertensão, parar de fumar, etc.), experimenta lapsos que frequentemente conduzem à
    recaída.

    Os indivíduos que optam por ceder podem ser
    vulneráveis ao “Efeito de Violação da Abstinência”
    (EVA), que é a auto responsabilização, a culpa e a
    percepção da perda de controle muitas vezes
    vivenciada pelos indivíduos após a violação de regras
    auto impostas. O EVA contém um componente afetivo
    e um componente cognitivo.

    O componente afetivo
    está relacionado a sentimentos de culpa, vergonha e
    desesperança com frequência desencadeados pela
    discrepância entre sua identidade anterior como um
    abstêmio e seu atual comportamento de lapso. O
    componente cognitivo, baseado na teoria da
    atribuição, supõe que, se o indivíduo atribui um lapso a
    fatores internos, globais e incontroláveis, aumenta o
    risco de recaída. Entretanto, se o indivíduo encara o
    lapso como externo, não estável e controlável, então a
    probabilidade de recaída diminui.

    O MAPA DA RECAÍDA

    A PR combina o treinamento de habilidades
    comportamentais com intervenções cognitivas
    destinadas a prevenir ou limitar a ocorrência de
    episódios de recaída.

    O tratamento de PR começa com
    a avaliação dos potenciais riscos interpessoais,
    intrapessoais, ambientais e fisiológicos de recaída e
    os fatores ou situações que podem precipitá-la. Unindo
    tudo isso, terapeuta e paciente podem trabalhar juntos
    no desenvolvimento de “mapas de recaída”, que são
    análises de possíveis resultados que podem ser
    associados a diferentes escolhas em situações de alto
    risco.

    O mapeamento de possíveis cenários auxilia a
    preparar os pacientes a lidar com as situações e usar respostas de enfrentamento apropriadas.

    O exercício de identificar e ensaiar possíveis
    situações de alto risco e estratégias de enfrentamento
    efetivas destina-se a melhorar a autoeficácia do
    paciente e prevenir a incidência de um lapso. Todos
    nós encontrar maneiras de lidar com situações de
    risco ou de “stress”.

    As respostas se tornam
    mecanismos de adaptação, que podem ou não ser
    eficazes ou inofensivos. Seguem exemplos.
    Respostas positivas de enfrentamento:

    Ouvir música
     Brincar com um animal de estimação
     Rir ou chorar
     Sair com um amigo em recuperação (shopping,
    cinema, restaurante)
     Tomar um banho
     Escrita, pintura ou outra atividade criativa.
     Prece ou meditação
     Exercício físico ou ficar ao ar livre para desfrutar
    da natureza.
     Discutir as situações com um amigo
     Jardinagem ou fazer reparos em casa
     Praticar a respiração profunda
    Respostas negativas de enfrentamento
     Criticar a si mesmo demasiadamente
     Dirigir rápido em um carro
     Roer as unhas
     Tornar-se agressiva ou violenta (bater em alguém,
    atirar ou chutar alguma coisa)
     Comer demais ou muito pouco
     Beber muito café
     Gritar com o seu cônjuge, filhos ou amigos.
     Evitar o contato social

    DETERMINANTES DO LAPSO E DA RECAÍDA

    Determinantes intrapessoais

    Autoeficácia

    A autoeficácia é definida como o grau de confiança do
    indivíduo em sua própria capacidade de realizar um
    determinado comportamento em um contexto
    específico.

    Expectativas de resultado

    As expectativas de resultado quanto ao uso de drogas
    referem-se à antecipação dos efeitos que um indivíduo
    espera obterem consequência do consumo de álcool
    ou droga.

    As expectativas de um indivíduo podem
    relacionar-se aos efeitos físicos, psicológicos ou
    comportamentais do álcool, e os efeitos esperados não
    correspondem necessariamente aos efeitos reais
    vivenciados após o consumo.

    Por exemplo, um
    indivíduo pode esperar se sentir mais relaxado (físico),
    mais feliz (psicológico) e mais sociável
    (comportamental) depois de ingerir álcool, mas a
    experiência real do indivíduo pode incluir tensão
    aumentada (físico), tristeza (psicológico) e retraimento
    (comportamental).

    Motivação

    “O caminho comum e final para o uso do álcool
    é motivacional”.
    Essa idéia ligava-se inerentemente à idéia de
    expectativas positivas sobre os efeitos do álcool,
    como descrito pela teoria da expectativa, mas é
    também estimulada a noção de que a motivação para beber constitui componente chave preditiva da
    mudança de comportamento. A motivação pode se
    relacionar ao processo de recaída de duas maneiras
    distintas:

    a motivação para a mudança de
    comportamento positiva e a motivação ao
    envolvimento em comportamento-problema.

    Enfrentamento

    Com base no modelo cognitivo-comportamental de
    recaída, o preditor mais importante de recaída é a
    capacidade do indivíduo de utilizar estratégias de
    enfrentamento efetivas ao lidar com situações de alto
    risco. O enfrentamento inclui tanto estratégias
    cognitivas quanto comportamentais destinadas a
    reduzir o risco ou conseguir gratificação em uma dada
    situação.

    Estados emocionais

    O uso excessivo de substâncias é motivado pela
    regulação afetiva, tanto positiva quanto negativa.
    O uso de substâncias é com frequência um reforço
    para os pacientes, levando o indivíduo a se envolver
    mais profundamente no futuro. Muitas vezes o uso de
    substâncias proporciona reforço negativo via a
    melhora de um estado afetivo desagradável, como
    sintomas físicos de abstinência.

    Estudiosos
    descobriram que os adictos de cocaína apresentam
    solidão (62,1%), depressão (55,8%), tensão (55,8%) e
    raiva (40%) no dia de uma recaída; uma percentagem
    menor da amostra apresentou um extremo bem estar
    (37,9%) e excitação (33,7%).

    Fissura

    A fissura é possivelmente o conceito mais amplamente
    estudado e o menos entendido no estudo da adicção
    de droga. Pacientes, clínicos e pesquisadores com
    frequência descrevem a fissura como um terrível
    adversário na recuperação e contribuidora para a
    persistência dos transtornos adictivos. A história da
    pesquisa sobre a fissura de álcool remonta a 1955,
    onde foram descritos tanto os tipos de fissuras físicas
    (indicados por sintomas de abstinência) quanto
    psicológicos (relacionados a expectativas de resultado
    e a premência).

    Posteriormente, a fissura foi associada
    com uma perda de controle e com a incapacidade de
    se abster do álcool.

    Acredita-se como possível, dentro
    do modelo cognitivo comportamental, que a
    experiência subjetiva da fissura não é preditiva de
    recaída, mas os mecanismos subjetivos e correlatos
    da fissura são preditivos de recaída.
    Determinantes Interpessoais

    Apoio Social

    Além das influências intrapessoais descritas
    anteriormente, o apoio social desempenha um papel
    fundamental como determinante interpessoal de
    recaída.

    O apoio social positivo é extremamente
    preditivo dos índices de abstinência de longo prazo em
    vários comportamentos adictivos.

    Similarmente, o
    apoio social negativo, na forma de conflito
    interpessoal, e a pressão social para o uso de
    substâncias têm sido relacionados a um risco maior de
    recaída.

    A pressão social pode ser direta, quando os
    pares tentam convencer o sujeito a usar uma
    substância, ou indireta, através do modelo (por
    exemplo, um amigo pede uma bebida no jantar) e/ou da exposição ao gatilho (por exemplo, amigos que têm os
    objetos para o uso da droga em casa).

    Também se
    observa que o tamanho da rede social e a percepção
    da qualidade do apoio social são preditores da recaída.
    Do mesmo modo, os traços de personalidade
    antissocial que tendem a impedir relacionamentos
    sociais positivos são com frequências associados ao
    risco aumentado de recaída.

    COMO VAMOS PROCEDER

    MODELO MATRIX:

    Abordagem ambulatorial intensiva
    destinada a integrar várias intervenções, que inclui:

     Sessões individuais
     Materiais de TCC apresentados em grupo
     Educação familiar
     Exames de urina para monitorar abstinência

    O objetivo principal da PR no Modelo Matrix é que o
    grupo proporcione um fórum para que as pessoas em
    tratamento para abuso de substâncias recebam
    assistência na questão da recaída, que deve ser
    alcançando almejando:

     Pacientes interagindo com outras pessoas com
    problemas comuns
     Apresentar habilidades e conceitos específicos da
    TCC
     Promover a coesão e o reforço entre os membros
    do grupo
     Aliviar o isolamento que muitos indivíduos recém-
    abstinentes experimentam como resultado da
    perda da rede de amigos que usam droga

    PRINCIPAIS TÉCNICAS E INTERVENÇÕES

    Há uma série de manuais e protocolos à disposição, o
    que significa que não há uma técnica 100% eficaz ou
    aceita incondicionalmente. As abordagens de amplo
    espectro em um grupo de PR incluem uma série de
    habilidades para estimular ou manter a abstinência, a
    saber:

     Reduzir disponibilidade e exposição à droga e
    gatilhos relacionados (que variam muito para
    cada indivíduo, mas incluem, por exemplo,
    dinheiro, objetos relacionados ao uso, etc.).
     Estimular a decisão de parar de usar explorando
    as consequências do uso, positivas e negativas.
      Automonitoramento e identificação, conduzindo
    análises funcionais do uso de substâncias.
      Reconhecer a fissura condicionada e desenvolver
    estratégias para enfrentá-la.
      Identificar decisões aparentemente irrelevantes
    que podem culminar em situações de risco.
      Preparar para emergências e enfrentamento da
    recaída no uso de substâncias.
      Desenvolver habilidades de recusa da droga.
     Identificar / perceber e confrontar pensamentos sobre droga.

    Baseado em Terence Gorski. Estudioso e especialista na área de dependência química, tanto alcoólica quanto outras drogas. Valci Silva.

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