Já pensou em ser internado por causa do vídeo Game?

Classificação Internacional de Doenças incluirá os problemas associados ao jogo digital

A OMS (Organização Mundial Da Saúde) passa a considerar distúrbio mental a dependência em games (jogos)

Os usuários que preferem os jogos do que qualquer outro interesse na vida. Decisão levanta debate no Brasil: qual seria a fronteira entre a diversão e a dependência?

De um passatempo inofensivo para muitos jovens, crianças e até mesmo adultos, o videogame pode se transformar em um problema. A dependência que faz os usuários preferirem os jogos do que qualquer outro interesse em suas vidas, foi incluída no Código de Identificação de Doenças, o famoso (CID) e passou a ser considerada distúrbio mental pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas qual seria a fronteira entre a diversão e a dependência?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluirá o transtorno por videogame como doença mental, ao adicioná-lo à sua próxima edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-11), que não é atualizada desde 1990. A possibilidade de que os videogames causem transtornos patológicos foi um assunto longamente discutido e este seria o primeiro passo forte que se dá nessa direção no mundo, que, sem dúvida, causará uma grande controvérsia no âmbito científico pelas dúvidas que esta classificação provoca.

 

Trastorno de jogos

“Os profissionais da saúde têm de reconhecer que os transtornos do jogo podem ter consequências graves para a saúde”, afirmou Vladimir Poznyak, da OMS.

Este transtorno se caracteriza por um padrão de comportamento de jogo “contínuo ou recorrente” e, embora ainda não tenha sido concluída a definição, a OMS vincula o novo transtorno a três condições negativas provocadas pelo mau uso dos jogos digitais. Em primeiro lugar, por não controlar a conduta de jogo quanto ao início, frequência, intensidade, duração, finalização e contexto em que se joga. Segundo, o aumento da prioridade que se outorga aos jogos em relação a outros interesses vitais e atividades diárias. E terceiro, ao se manter a conduta ou ocorrer uma escalada “apesar da ocorrência de consequências negativas”, segundo o esboço atual em preparação pela OMS. O transtorno se refere ao uso de jogos digitais ou videogames, que pode ocorrer mediante conexão com internet ou sem ela.

Tratamento para Transtorno Mental é com a Capital Remoções

“Os profissionais da saúde têm de reconhecer que os transtornos do jogo podem ter consequências graves para a saúde”, afirmou Vladimir Poznyak, responsável pelo Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS, em declarações à New Scientist, que antecipou a notícia. Consultada pelo EL PAÍS, a OMS confirma a informação, adianta que o CID-11 estará pronto em 2018 e insiste em um aspecto: o transtorno por videogames não terá item específico, mas aparecerá englobado num mais amplo, de jogos digitais.

“É preciso distinguir o que são vícios e o que é uso problemático, por exemplo, se causa danos a você ou a terceiros com essa conduta”.

A maioria das pessoas que jogam videogame não sofre nenhum transtorno, o que também é o caso da maioria das pessoas que bebe álcool. Mas há circunstâncias em que o uso excessivo pode gerar efeitos adversos, de acordo com este especialista da OMS.

O padrão de comportamento deve ser de gravidade suficiente para causar uma deterioração significativa nas áreas de atuação pessoal, familiar, social, educativa, ocupacional e outras áreas importantes, explica o esboço da OMS. “O comportamento do jogo e outras características são normalmente evidentes durante um período de pelo menos 12 meses para que se atribua um diagnóstico, embora a duração requerida possa ser encurtada se estão identificados todos os requisitos do diagnóstico e os sintomas são graves”, observa.

 

 

 

 

 

A OMS começou a avaliar esse transtorno há uma década e depois de anos de trabalho com profissionais de saúde mental decidiu reconhecer a desordem oficialmente em seu próximo manual de diagnóstico. Mas não outros supostos problemas relacionados com a tecnologia, como o vício nos celulares ou na Internet, que, desde sua irrupção, sempre estão presentes no debate público, embora nem tanto entre os especialistas.

 

 

 

 

 

 

“Não está nada claro que estes problemas possam ou deveriam ser atribuídos a um novo transtorno”, criticam outros especialistas.

É preciso distinguir o que são vícios e o que é uso problemático, por exemplo, se causa danos a você ou a terceiros com essa conduta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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OMS passa a considerar a dependência em games um distúrbio mental
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